Consulta pública encerrada a 18 ago 2026 — a petição da comunidade continua aberta

Consulta pública · encerrada a 18 ago 2026

A carta de objeção — escreva aos decisores.

A janela do participa.pt encerrou a 18 de agosto de 2026, pelo que já não é possível registar objeções aí. Ainda pode preencher os seus dados, escolher os fundamentos e enviar a carta fundamentada por e-mail à APA, à DGEG, à Câmara Municipal e às juntas de freguesia — e assinar a petição da comunidade, que continua aberta.

A consulta pública no participa.pt encerrou a 18 de agosto de 2026. A petição da comunidade continua aberta e é hoje a ação mais útil que pode tomar.

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  3. 03Envie e-mail aos decisores (o participa.pt está encerrado)

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Recomenda-se o português — o processo é conduzido por autoridades portuguesas.

Assunto: Consulta Pública – Oposição ao Parque Eólico do Sudoeste (PDA)

Ao Presidente da Autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental,

Eu, [O seu nome completo], na qualidade de cidadão/ã e residente da freguesia de São Bartolomeu da Serra, concelho de Santiago do Cacém, venho por este meio manifestar a minha firme e fundamentada oposição à Proposta de Definição do Âmbito (PDA) da Avaliação de Impacte Ambiental do projeto do Parque Eólico do Sudoeste (promotor: Hyperion Renewables Sines, Unipessoal Lda.).

Sendo este território diretamente selecionado para a instalação física das infraestruturas, considero que os impactes cumulativos sacrificam desproporcionadamente a nossa comunidade em benefício exclusivo de um abastecimento industrial privado. Fundamento a minha oposição nos seguintes pontos críticos:

1. Benefício privado, sacrifício desproporcionado da comunidade
O projeto destina-se exclusivamente ao autoconsumo industrial de um cliente privado (o Data Center de Sines) e não ao abastecimento da rede pública. É inaceitável que os custos ambientais, sociais e patrimoniais sejam suportados pelas comunidades locais em benefício de um único operador privado.

2. Ocupação massiva do território e degradação da paisagem
A nossa freguesia é conhecida pela sua identidade rural, tranquilidade e equilíbrio ambiental. A instalação de parte dos 23 aerogeradores gigantes previstos, numa área global de estudo de quase 1.100 hectares, desfigurará irreversivelmente a nossa paisagem. Esta escala industrial é totalmente incompatível com os princípios de ordenamento que os residentes sempre preservaram.

3. Impacte direto na saúde pública e no bem-estar dos residentes
A proximidade prevista das infraestruturas a zonas habitacionais e montes agrícolas exporá a população a ruído contínuo de baixa frequência e ao efeito de sombra intermitente provocado pelas pás. Estes fatores estão amplamente documentados como causadores de graves perturbações do sono e de ansiedade crónica. O direito constitucional ao repouso e à saúde dos residentes está a ser injustamente desconsiderado.

4. Linhas de alta tensão e servidões eletromagnéticas
O projeto prevê uma vasta rede de ligação elétrica, atravessando o concelho em direção a Sines, admitindo linhas aéreas de Alta ou Muito Alta Tensão (60 kV a 400 kV). A expansão desta infraestrutura, combinada com o sistema de armazenamento em baterias de lítio previsto, aumenta significativamente o risco de incêndio rural e desvaloriza drasticamente as propriedades e terrenos locais, sem qualquer quadro justo de compensação para os proprietários afetados.

5. Ameaça grave à fauna e à biodiversidade
A atividade eólica nesta zona comporta riscos extremos de colisão e mortalidade para as populações locais de aves e morcegos. Além disso, provocará a destruição do coberto vegetal e de habitats naturais devido à abertura de acessos e às grandes movimentações de terras exigidas na fase de construção.

6. Perda da identidade e património paisagístico do Alentejo
O projeto destruiria a identidade paisagística do interior alentejano — o montado, a pastagem de sobreiros, os campos ondulantes e as aldeias brancas que caracterizam as freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz, São Bartolomeu da Serra e Abela. Os horizontes abertos, o silêncio e o carácter rural que os residentes preservaram durante gerações seriam substituídos por aerogeradores industriais, torres de alta tensão e vias de acesso, causando danos irreversíveis ao património cultural e natural da região.

Conclusão
A transição energética não pode fazer-se à custa do bem-estar e da qualidade de vida das comunidades do interior do concelho de Santiago do Cacém. Sendo o propósito deste projeto o autoconsumo industrial privado, é inaceitável que os custos ambientais, sociais e patrimoniais sejam suportados por quem aqui vive.

Face ao exposto, solicito às autoridades competentes que rejeitem este projeto na localização atualmente proposta e exijam soluções alternativas que não penalizem a nossa população local. Solicito também a confirmação de receção deste e-mail.

Com os melhores cumprimentos,
[O seu nome completo]
NIF / Passaporte: [O seu NIF ou passaporte]
Contacto / E-mail: [O seu e-mail]
Residente/Proprietário em: São Bartolomeu da Serra, Santiago do Cacém
Enviar e-mail aos decisores →

Use o botão de e-mail para enviar a sua carta à APA, à DGEG, à Câmara Municipal e às juntas de freguesia. O formulário do participa.pt está encerrado, pelo que o link do portal serve apenas de referência — mostra a consulta e as participações registadas durante o prazo.

A consulta de âmbito encerrou, mas o processo não terminou: seguem-se o Estudo de Impacte Ambiental completo e uma segunda consulta pública. As cartas à APA, à DGEG, à Câmara Municipal e às juntas mantêm a oposição registada — e a petição mantém-na contada.

Assine também a petição da comunidade →